O consumo de chás ocupa lugar central na cultura japonesa e está diretamente ligado a práticas de atenção, disciplina e bem-estar. E como Alberto Toshio Murakami, viajante do mundo mas principalmente do Japão e da Itália, apresenta, o matcha e outros chás tradicionais não devem ser vistos apenas como bebidas funcionais, mas como expressões de um modo de vida que valoriza rituais, constância e respeito ao tempo.
Se você busca incorporar hábitos que favoreçam equilíbrio físico e mental, compreender o papel do chá na rotina japonesa pode oferecer caminhos simples e eficazes para o dia a dia. Tudo no artigo a seguir!
O significado cultural do chá no Japão
A tradição do chá no Japão está profundamente ligada à cerimônia do chá, conhecida como “chanoyu”, que envolve gestos precisos, silêncio e contemplação. Mais do que preparar uma bebida, o ritual representa uma prática de atenção plena, em que cada etapa é executada com intenção e respeito, como informa Alberto Toshio Murakami.

Essa relação simbólica com o chá reforça valores como simplicidade, disciplina e presença no momento. Mesmo fora da cerimônia formal, o hábito de preparar e consumir chá mantém esse caráter de pausa consciente, funcionando como contraponto ao ritmo acelerado da vida moderna.
Essa dimensão cultural explica por que o chá segue presente no cotidiano japonês, não apenas em ocasiões especiais, mas como parte da rotina doméstica e profissional.
Matcha: tradição, preparo e uso cotidiano
O matcha é um tipo de chá verde em pó, obtido a partir de folhas cultivadas à sombra e moídas finamente. Diferente dos chás infusionados, o matcha é consumido integralmente, o que altera tanto o preparo quanto a experiência de consumo.
Tal como explica Alberto Toshio Murakami, o preparo do matcha é parte essencial da prática, pois envolve atenção à temperatura da água, ao movimento do batedor e à textura final da bebida. Esse processo transforma o ato de beber chá em um momento de concentração e desaceleração.
No cotidiano moderno, o matcha também passou a ser incorporado em receitas e bebidas variadas, mas seu uso tradicional segue valorizado por quem busca preservar o aspecto ritual e simbólico do consumo.
Chás japoneses e rotina de bem-estar
Além do matcha, chás como sencha, genmaicha e hojicha fazem parte do dia a dia no Japão, sendo consumidos em diferentes momentos e contextos. Cada tipo possui características específicas de sabor e aroma, o que permite adaptações conforme o clima, a refeição ou a preferência pessoal.
Essa diversidade facilita a incorporação do chá como substituto de bebidas açucaradas e como complemento às refeições, favorecendo a hidratação e a sensação de leveza. O hábito também contribui para criar pausas regulares ao longo do dia, ajudando a reduzir estresse e a reorganizar a atenção.
Essa prática reforça a ideia de que o bem-estar não depende apenas de grandes mudanças, mas de pequenas rotinas mantidas com constância.
Tradição e ciência: percepção de efeitos no cotidiano
Embora o chá seja frequentemente associado a benefícios para a saúde, a cultura japonesa tradicionalmente valoriza mais o aspecto de equilíbrio e disciplina do que a busca por efeitos imediatos. O consumo regular, e não episódico, é o que sustenta a percepção de bem-estar ao longo do tempo.
Essa abordagem evita a expectativa de resultados rápidos e reforça a importância da consistência, ressalta Alberto Toshio Murakami. O chá, nesse contexto, não é visto como solução isolada, mas como parte de um conjunto de hábitos que inclui alimentação equilibrada, sono adequado e organização da rotina.
Essa visão integrada ajuda a explicar por que o chá permanece relevante mesmo em uma sociedade altamente tecnológica e urbanizada.
Adaptação do consumo de chá ao cotidiano brasileiro
Incorporar o hábito do chá japonês fora do Japão exige adaptações, tanto na disponibilidade de produtos quanto nos horários de consumo. Ainda assim, os princípios de atenção e regularidade podem ser mantidos mesmo com mudanças nos ingredientes ou no ambiente.
Segundo o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, reservar momentos específicos do dia para uma pausa com chá pode funcionar como estratégia simples de reconexão com o próprio ritmo, especialmente em jornadas de trabalho intensas. O importante não é reproduzir fielmente o ritual tradicional, mas preservar a intenção de cuidado e constância.
Essa adaptação permite que o chá deixe de ser um item ocasional e passe a integrar a rotina de forma prática e acessível.
Chá como prática de equilíbrio e atenção
O matcha e os chás japoneses representam mais do que uma preferência gastronômica; eles expressam uma filosofia de vida que valoriza disciplina, presença e respeito ao tempo. Incorporar esse hábito ao cotidiano significa criar espaços de pausa e atenção em meio às exigências diárias.
Ao analisar esse contexto, Alberto Toshio Murakami considera que o verdadeiro valor do chá está na regularidade do consumo e na consciência com que ele é preparado e apreciado. Quando inserido na rotina, o chá se torna um instrumento simples, porém poderoso, de equilíbrio físico e mental, contribuindo para uma vida mais organizada e saudável.
Autor: Mapito Brynne

