Cássio Soares, presidente do PSD em Minas Gerais e líder do bloco governista Minas em Frente na Assembleia Legislativa, concedeu uma entrevista exclusiva ao Estado de Minas, abordando temas cruciais para o estado. Entre os assuntos discutidos, destacam-se a gestão do PSD, os pedágios nas rodovias mineiras e as privatizações de estatais como Cemig e Copasa. À frente de um partido em ascensão, Soares detalhou sua visão sobre o futuro político de Minas e o papel da legenda no cenário estadual e nacional. Sua posição estratégica na base de apoio ao governador Romeu Zema reforça a relevância de suas declarações para o debate público.
O PSD, sob a liderança de Cássio Soares, tem se consolidado como uma força política em Minas Gerais, aproveitando sua pluralidade e capacidade de dialogar com diferentes espectros ideológicos. Soares destacou o crescimento do partido, que elegeu 142 prefeitos nas últimas eleições, resultado de um planejamento focado em candidaturas de qualidade. Ele enfatizou que a legenda busca entregar resultados concretos à população, como melhorias na infraestrutura e na saúde pública, temas sensíveis para os mineiros. Além disso, o deputado projetou o evento nacional do PSD em Belo Horizonte, que reunirá 45 deputados federais, senadores e prefeitos, fortalecendo a presença do partido no estado.
Sobre os pedágios, Cássio Soares reconheceu a impopularidade da medida, mas defendeu sua necessidade para viabilizar investimentos em mobilidade urbana e rodovias. Ele citou a situação da Grande BH, onde a falta de recursos estaduais impede obras essenciais, e comparou com modelos bem-sucedidos, como as rodovias paulistas. Para Soares, o foco deve estar na qualidade do serviço oferecido, com tarifas justas e fiscalização eficiente por meio da Artemig, agência reguladora em debate na Assembleia. A visão de Soares reflete o desafio de equilibrar demandas populares com soluções práticas para a infraestrutura de Minas Gerais.
No que diz respeito às privatizações, Cássio Soares trouxe uma análise ponderada sobre o destino das estatais mineiras. Ele acredita que a Cemig, com forte apego popular e em processo de evolução, enfrenta mais resistência à venda, enquanto a Copasa, criticada por ineficiência e altas tarifas, poderia ser mais facilmente discutida para concessão. Soares também mencionou o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), idealizado por seu correligionário Rodrigo Pacheco, como uma alternativa viável, especialmente para a Codemig. Essa estratégia poderia aliviar a dívida de Minas com a União, liberando recursos para áreas prioritárias.
A relação entre o governo Zema e a Assembleia Legislativa foi outro ponto abordado por Cássio Soares. Ele destacou uma evolução no diálogo desde o primeiro mandato do governador, atribuindo a mudança a uma postura mais aberta do presidente da Casa, Tadeu Martins Leite, e a um amadurecimento político de Zema. Como líder governista, Soares trabalha para viabilizar projetos como o Propag e as privatizações, mas ressalta a importância de modelos bem definidos que priorizem o cidadão. Sua atuação busca harmonizar os interesses do Executivo com a independência legislativa, ampliada pelas emendas impositivas.
Cássio Soares também projetou o futuro político do PSD em Minas Gerais, descartando antecipações eleitorais para 2026, mas sinalizando sua intenção de concorrer a deputado federal. Sobre uma possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo estadual, com apoio do PT, ele considera o senador um nome forte, embora o cenário ainda dependa de variáveis futuras. A habilidade do PSD em transitar entre o apoio a Zema e a participação no governo Lula, com figuras como o ministro Alexandre Silveira, reflete a flexibilidade da legenda, segundo Soares. Essa característica fortalece sua posição no tabuleiro político mineiro.
Os desafios de Minas Gerais, como a dívida de R$ 160 bilhões com a União e a precariedade das estradas, foram apontados por Cássio Soares como prioridades a serem enfrentadas. Ele defendeu que soluções como o Propag e os pedágios, embora impopulares, são necessárias para destravar investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Soares criticou a postura de evitar decisões difíceis por populismo, argumentando que o papel dos políticos é tomar medidas que beneficiem a população a longo prazo, mesmo que gerem resistência inicial. Sua visão é de um estado que precisa avançar, superando entraves históricos.
Por fim, Cássio Soares reforçou o compromisso do PSD com a transparência e a entrega de resultados, alinhando-se a princípios constitucionais e às expectativas dos mineiros. Ele vê no evento do PSD em Belo Horizonte uma oportunidade para consolidar a legenda como protagonista na política estadual e nacional. Com uma gestão focada em planejamento e diálogo, Soares posiciona o partido como um agente de transformação em Minas Gerais, enfrentando debates como pedágios e privatizações com pragmatismo e visão de futuro. Suas declarações sinalizam um PSD atento às demandas populares e aos desafios estruturais do estado.
Autor: Mapito Brynne
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital