Simões confirma aliança com PP e União e indica Aro ao Senado, enquanto Cleitinho anuncia que não será candidato ao Palácio Tiradentes.
A disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 ganhou um novo capítulo nos últimos dias, com movimentações que mudam o tabuleiro político do estado a menos de três meses da eleição. O atual governador, Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema para concorrer à Presidência da República, trabalha para consolidar uma aliança ampla rumo à reeleição, enquanto um dos nomes mais cotados da direita mineira, o senador Cleitinho, anunciou que não vai disputar o Palácio Tiradentes.
O momento é decisivo para quem acompanha a política mineira, já que as coligações formais precisam ser definidas nas convenções partidárias, e o prazo para inscrição de candidaturas junto à Justiça Eleitoral se aproxima. Entender quem está dentro e quem está fora da disputa ajuda o eleitor a acompanhar o cenário que vai se consolidar até outubro.
Simões confirma aliança e leva Aro para a chapa
Segundo apurou o jornal O Tempo, o governador Mateus Simões afirmou que a convenção do PSD vai oficializar a coligação com a federação formada por PP e União Brasil, tendo o deputado Marcelo Aro como candidato ao Senado. A aliança havia sido colocada em dúvida nas semanas anteriores, depois de especulações sobre uma possível candidatura própria de Aro ao governo do estado, mas o próprio Simões negou qualquer sinal de rompimento entre os partidos, segundo o mesmo veículo.
Ainda de acordo com o governador, o compromisso firmado com as direções nacional e estadual do PP segue sendo o de apoiar sua tentativa de reeleição, sem mudanças apesar dos rumores de bastidores. Simões, que também foi vice-governador de Zema, migrou do partido Novo para o PSD buscando uma legenda com mais estrutura e tempo de propaganda eleitoral.
A definição da chapa reforça a estratégia de Simões de ampliar sua base de apoio antes do início oficial da campanha, consolidando o que ele descreve como uma aliança construída ao longo de mais de um ano de conversas com os partidos da federação PP/União.
Cleitinho anuncia saída da disputa pelo governo
Uma das principais novidades da última semana foi o anúncio de que o senador Cleitinho, do Republicanos, não será candidato ao governo de Minas Gerais. O parlamentar vinha sendo cotado havia meses como uma opção capaz de reorganizar o campo da direita no estado, mas seu próprio partido comunicou formalmente que ele está fora da disputa pelo Palácio Tiradentes.
A saída de Cleitinho reacomoda o tabuleiro entre os candidatos de direita e centro-direita, campo que o ex-governador Romeu Zema já havia apontado, em entrevista concedida em julho, como o que deve concentrar os nomes mais competitivos na disputa mineira. Segundo Zema, a esquerda chegaria enfraquecida à sucessão estadual, com o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrentando dificuldades para lançar uma candidatura própria depois que outros nomes cotados, como o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Contagem, Marília Campos, teriam preferido não disputar o governo.
Também nesta reta final de definições, o PRD, federação com o Solidariedade, encerrou convenção sem formalizar apoio a qualquer candidato ao governo de Minas, mesmo depois de Simões afirmar publicamente já contar com o apoio da legenda. A decisão final ficou a cargo da executiva estadual do partido, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece 15 de agosto como prazo limite para definição das candidaturas.
Zema oficializado candidato à Presidência pelo Novo
Enquanto a disputa estadual se desenha, o ex-governador Romeu Zema teve oficializada sua candidatura à Presidência da República em convenção nacional do partido Novo realizada em Brasília no fim de julho. Zema deixou o governo de Minas em março para se dedicar à pré-candidatura, sendo sucedido por Mateus Simões.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostrou Zema com 12% das intenções de voto para presidente, aparecendo em terceiro lugar no cenário de primeiro turno em Minas Gerais. O mesmo levantamento indicou que 52% dos mineiros aprovam a gestão que ele fez à frente do governo estadual, enquanto 41% desaprovam.
A movimentação simultânea em torno da disputa presidencial de Zema e da corrida ao governo mineiro mostra como os dois calendários eleitorais estão entrelaçados neste ano. A saída de Cleitinho, a consolidação da aliança de Simões com PP e União, e a indefinição de partidos como o PRD ainda podem gerar novidades até o fechamento oficial das candidaturas, previsto para 15 de agosto.
Para o eleitor mineiro, acompanhar essas negociações partidárias é a melhor forma de entender, com antecedência, quais serão as opções concretas nas urnas em outubro, quando Minas Gerais escolhe governador, vice, dois senadores, deputados federais e estaduais.
Fontes:
- https://www.otempo.com.br/eleicoes/2026/governadores/2026/7/29/simoes-diz-que-convencao-do-psd-oficializara-alianca-com-pp-e-uniao-tendo-aro-para-o-senado
- https://www.otempo.com.br/eleicoes/2026/governadores/2026/7/16/mateus-simoes-diz-que-conversou-com-aro-e-que-alianca-segue-mantida
- https://www.otempo.com.br/eleicoes/2026/governadores/2026/7/20/apoio-dado-como-certo-por-simoes-prd-termina-convencao-sem-definir-candidato-ao-governo-de-minas
- https://www.dgabc.com.br/Noticia/4336010/zema-ve-disputa-em-minas-gerais-restrita-aos-partidos-de-centro-e-de-direita
- https://www.portalalerta.com.br/index.php/2026/07/28/novo-oficializa-zema-na-disputa-pelo-planalto-e-preve-expansao-em-2026/
- http://www.em.com.br/politica/2026/07/7469139-zema-tem-12-das-intencoes-de-voto-em-minas-aponta-quaest.html

