A geriatria preventiva parte de uma ideia simples: acompanhar a saúde antes que um problema comprometa a rotina pode abrir mais possibilidades de cuidado. O Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, atua nessa perspectiva ao considerar que o envelhecimento envolve mudanças que precisam ser observadas de maneira contínua. Em vez de concentrar a atenção apenas em doenças já instaladas, a prevenção busca identificar riscos, preservar capacidades e ajudar a pessoa idosa a manter autonomia pelo maior tempo possível.
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Por que esperar sintomas pode atrasar o cuidado?
Alguns problemas de saúde podem evoluir durante um período sem provocar sinais evidentes. Quando os sintomas aparecem, determinadas alterações já podem ter afetado a mobilidade, a alimentação, o sono, a memória ou a capacidade de realizar atividades cotidianas. Isso não significa que todo problema possa ser evitado, mas permite compreender por que o acompanhamento regular tem um papel diferente daquele procurado apenas diante de uma queixa.
Na terceira idade, o Doutor Yuri Silva Portela destaca que essa atenção ganha características próprias. O organismo passa por transformações, doenças crônicas podem se acumular e medicamentos podem ser utilizados de forma contínua. Uma mudança discreta no comportamento ou na disposição pode ter diferentes causas, e uma avaliação profissional ajuda a separar alterações esperadas do envelhecimento de sinais que merecem investigação.
Nesse sentido, a geriatria preventiva não deve ser confundida com a realização indiscriminada de exames. A proposta é conhecer o histórico da pessoa, suas condições de saúde, medicamentos, hábitos e limitações para identificar quais pontos precisam ser acompanhados. A prevenção começa, portanto, pela compreensão individual do paciente. A partir desse conhecimento, o acompanhamento pode ser direcionado às necessidades reais de cada pessoa, evitando tanto a negligência quanto intervenções desnecessárias.
O que precisa ser acompanhado antes de surgir uma doença? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela
A avaliação preventiva pode envolver diferentes aspectos da saúde. Pressão arterial, alimentação, mobilidade, força muscular, equilíbrio, vacinação, sono e saúde emocional são alguns elementos que podem fazer parte do acompanhamento, conforme as necessidades de cada pessoa. Doutor Yuri Silva Portela expõe que o objetivo é observar o conjunto, e não transformar a consulta em uma lista automática de procedimentos.

A prevenção também envolve fatores que interferem diretamente na independência. Uma redução progressiva da capacidade de caminhar, dificuldade para realizar tarefas domésticas ou alterações na alimentação podem indicar a necessidade de uma investigação mais cuidadosa. Identificar essas mudanças cedo permite discutir estratégias antes que uma limitação se torne mais intensa.
Quais riscos podem ser reduzidos com prevenção?
As quedas são um exemplo importante. Alterações no equilíbrio, perda de força, dificuldades de visão, obstáculos dentro de casa e determinados medicamentos podem contribuir para aumentar esse risco. Avaliar esses fatores permite identificar pontos de atenção e pensar em mudanças que tornem o ambiente e a rotina mais seguros. Também é importante considerar se episódios anteriores de queda ou insegurança ao caminhar estão se tornando mais frequentes.
Tal como evidencia o Doutor Yuri Silva Portela, o mesmo raciocínio pode ser aplicado ao controle de doenças crônicas. Acompanhar regularmente condições como hipertensão e diabetes permite verificar se o tratamento continua adequado e se existem mudanças que precisam ser discutidas. A prevenção, nesse caso, não significa eliminar completamente a possibilidade de complicações, mas reduzir riscos e acompanhar sua evolução.
Outro cuidado está relacionado à vacinação e aos hábitos cotidianos. Alimentação adequada, atividade física compatível com as condições individuais, sono regular e acompanhamento médico fazem parte de uma estratégia mais ampla. Nenhuma dessas medidas funciona isoladamente, mas juntas podem contribuir para preservar capacidades importantes durante o envelhecimento. A escolha das medidas deve considerar as condições e limitações de cada pessoa, evitando recomendações genéricas que não correspondam às suas necessidades.

