A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Minas Gerais para 2027 prevê um déficit de R$ 7,67 bilhões nas contas do Estado. O texto considera uma receita total estimada em R$ 142,79 bilhões e despesas projetadas em R$ 150,46 bilhões no próximo exercício financeiro. A diferença entre os dois valores representa o resultado negativo previsto para o orçamento estadual.
A proposta foi recebida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 27 de maio de 2026 e, posteriormente, sancionada em agosto do mesmo ano, com três vetos parciais. Com a sanção, a LDO passou a orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), documento que detalhará as receitas e despesas do Estado para 2027.
As informações constam de publicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre a tramitação da proposta. O cenário também foi noticiado pelo O Tempo, que destacou a previsão de resultado negativo para as contas mineiras.
Receitas crescem menos que as despesas
De acordo com os dados apresentados na LDO, a receita projetada para 2027 representa crescimento de 0,74% em relação ao orçamento de 2026. As despesas, por outro lado, devem aumentar 2,38% na comparação com o exercício anterior. A diferença entre os ritmos de crescimento ajuda a explicar a manutenção do déficit estimado para o próximo ano.
O planejamento orçamentário reúne as projeções para os gastos primários e para o serviço da dívida pública, além de estabelecer diretrizes para as políticas estaduais. Esses parâmetros servem como referência para a montagem do orçamento detalhado, que precisa transformar as estimativas gerais da LDO em previsões específicas de arrecadação e aplicação dos recursos.
O déficit indicado na lei não corresponde, por si só, à execução definitiva do orçamento. A LDO trabalha com estimativas e orientações para o exercício seguinte, enquanto a LOA define as dotações orçamentárias que poderão ser utilizadas pelo governo. Durante a tramitação e a execução, receitas e despesas podem ser acompanhadas e revisadas conforme o comportamento das contas públicas.
Impacto sobre as prioridades do Estado
A previsão fiscal influencia a definição das prioridades de Minas Gerais para 2027. Áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social dependem da capacidade de planejamento e de execução do orçamento estadual. Quando as despesas projetadas superam as receitas, o espaço para novos investimentos e para a ampliação de programas públicos tende a exigir maior controle e definição de prioridades.
O resultado também coloca em evidência a necessidade de compatibilizar gastos primários, compromissos financeiros e políticas públicas ao longo do próximo exercício. A LDO não apresenta apenas um limite global de receitas e despesas: ela estabelece diretrizes que deverão ser observadas na elaboração da LOA e na condução do planejamento fiscal do Estado.
Para os mineiros, a discussão orçamentária define a margem de atuação do poder público em serviços e investimentos que afetam o cotidiano em diferentes regiões. O conteúdo da LDO, portanto, funciona como uma etapa anterior à aprovação do orçamento anual, permitindo que o Legislativo e a sociedade acompanhem as estimativas que fundamentarão as decisões de gasto.
Próxima etapa é a Lei Orçamentária Anual
Com a LDO sancionada, o próximo instrumento central do ciclo orçamentário é a Lei Orçamentária Anual de 2027. Será na LOA que o Estado deverá detalhar a distribuição dos recursos entre órgãos, programas e ações governamentais, seguindo as diretrizes estabelecidas pela lei aprovada para orientar o planejamento.
A ALMG informou que a LDO foi sancionada com três vetos parciais. O texto promulgado é, assim, a base formal para a construção do orçamento do próximo ano. A previsão de déficit de R$ 7,67 bilhões deverá ser considerada nas discussões sobre as prioridades, os compromissos financeiros e a capacidade de investimento do governo de Minas Gerais em 2027.

