Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições gerais de 2026. A votação foi realizada no domingo, 4 de outubro, e terminou com o candidato acima da metade dos votos válidos, resultado que encerrou a disputa pelo comando do estado sem a necessidade de uma segunda votação.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Cleitinho recebeu 55,4% dos votos válidos. O desempenho garantiu a vitória ainda na primeira etapa do calendário eleitoral, que mobilizou eleitores dos 853 municípios mineiros.
O resultado também foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a apuração. Com a definição do governo estadual, Minas Gerais terá segundo turno somente para a escolha do presidente da República, marcado para 25 de outubro de 2026.
Cleitinho vence disputa pelo governo de Minas no primeiro turno
A eleição de Cleitinho foi definida porque o candidato mais votado superou metade dos votos válidos para o governo de Minas Gerais. Pela regra eleitoral, quando nenhum concorrente alcança esse percentual no primeiro turno, os dois mais votados avançam para uma nova votação. No estado, porém, a diferença necessária foi atingida já em 4 de outubro.
Natural de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas, Cleitinho construiu sua trajetória política em diferentes níveis do Legislativo. Antes de disputar o governo estadual, exerceu os cargos de vereador, deputado estadual e senador. A biografia e o resultado da eleição foram apresentados pelo TSE na confirmação da vitória do candidato do Republicanos.
A escolha do novo governador representa a principal definição política estadual das eleições de 2026 em Minas Gerais. A partir do resultado, o eleitorado mineiro já conhece o nome que assumirá a condução do Executivo estadual no próximo período, enquanto a disputa presidencial ainda será submetida a uma segunda votação.
Participação eleitoral ficou em 77,18% no estado
O balanço divulgado pelo TRE-MG aponta que 77,18% do eleitorado compareceu às urnas em Minas Gerais no primeiro turno. A abstenção ficou em 22,82%. Os números reúnem a participação registrada em todo o estado e ajudam a dimensionar o alcance da votação que definiu o governo mineiro.
Durante o processo de votação, 156 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas. De acordo com o tribunal, o número correspondeu a 0,3% do total de equipamentos utilizados em Minas Gerais. A substituição dos aparelhos ocorreu dentro da estrutura de contingência prevista pela Justiça Eleitoral para garantir a continuidade da votação.
Além da escolha para o governo estadual, os eleitores mineiros participaram das demais votações previstas nas eleições gerais. A pauta eleitoral incluiu a disputa presidencial e a escolha de representantes para o Congresso Nacional. No caso da Presidência, a definição em Minas Gerais não terminou no primeiro turno e terá continuidade em 25 de outubro.
Segundo turno em Minas será apenas para presidente
Com a vitória de Cleitinho acima dos 50% dos votos válidos, não haverá segundo turno para o governo de Minas Gerais. A nova votação no estado ficará restrita à Presidência da República, conforme as informações gerais divulgadas pelo TRE-MG.
A diferença entre as disputas estadual e nacional significa que os eleitores mineiros voltarão às urnas em 25 de outubro, mas para decidir exclusivamente entre os candidatos presidenciais habilitados para a segunda etapa. O resultado para governador, por outro lado, já está definido desde o primeiro turno realizado em 4 de outubro.
O balanço oficial do TRE-MG foi divulgado em 5 de outubro, reunindo os principais dados da votação em Minas Gerais. Entre as informações apresentadas estão o percentual de comparecimento, a taxa de abstenção, o número de urnas substituídas e a confirmação de que a eleição para o governo estadual foi encerrada na primeira rodada.

